Saber recuperar a bola

São sub-momentos do jogo quase impercetíveis mas Hugo Oliveira focou neles de forma precisa e como são decisivos: o sabe perder a bola quando se está em ataque organizado.

O seu Famalicão atacava muito mas a rapidez (a certo ponto tornada ansiedade) com que queria finalizar, levou-o a perder a bola várias vezes nessa altura sem acautelar o posicionamento defensivo certo para a recuperar logo. Não o conseguindo e ficando desequilibrada defensivamente nas coberturas atrás, o Estrela deu uma aula de contra-ataque ou de ataques rápidos devido à demora famalicense em passar da transição para a organização.

Com Paulo Moreira a controlar esse momento a meio-campo, a bola chegava com perigo (nos espaços vazios certos) à frente, onde o ataque à profundidade de Kikas e a mobilidade “fora-dentro” de Jovane furavam nas linhas defensivas do Famalicão.

Foi um jogo exemplar para perceber que a capacidade duma equipa jogar em contra-ataque só pode aparecer se a outra se desequilibrar defensivamente no momento da perda da bola em ataque organizado.

O Estrela ganhou assim bem um jogo aproveitando as circunstâncias com que se deparou. Estava preparado para… contra-atacar. Uma vitória com assinatura de Jovane & Kikas, Estrela SA

MODELOS

Espigares

O Gil desde a defesa

Na fase em que a equipa começou a perder pontos, a tentativa de Peixoto mexer nas dinâmicas foi a partir da defesa, dos centrais , para dar um novo impulso a sair de trás e ter outro tipo de tratar a bola desde esse espaço. Em vez de dois centrais mais de corte e bloco mais baixo (Buatu-Elimbi) passou a meter um com outra cultura de saída e defesa subida . Espigares, um espanhol vindo do Villarrral B. Com 21 anos, tem altura no físico e nos metros que o bloco da equipa ganha no posicionamento em campo. Um defesa de vistas largas para seguir neste na atraente projetada de jogo gilista.

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